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Emoção contagia artistas e autoridades no Troféu Raça Negra 2008
I niciando as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), a sexta edição do Troféu Raça Negra – considerado o “Oscar” da comunidade negra –, que também celebrou no último domingo os “120 Anos da Abolição da Escravatura”, mais uma vez emocionou a todos ao premiar personalidades e autoridades que se destacaram no ano pela luta em favor da diversidade.
De maneira descontraída, os mestres de cerimônia Paulo Betti e Sheron Menezes conduziram a ansiada premiação, que se iniciou com a entoação do Hino Nacional pelo coral Unipalmares, seguida de pronunciamento do presidente da ONG Afrobras, José Vicente – uma das realizadoras do evento –, ao lado do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do ministro da Seppir Edson Santos, e do Secretário de Relações Institucionais do Estado de São Paulo José Henrique Reis Lobo, representando o governador José Serra.
A emoção começou a rolar logo no início da cerimônia de premiação, quando partes do documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, de Calvito Leal, Micael Langer e Cláudio Manuel, começaram a passar no telão, sobre a vida de Wilson Simonal, um dos maiores sucessos dos anos 60 que recebeu um tributo da ONG Afrobras.
Suas músicas foram tema do show da premiação, interpretadas por grandes nomes da música brasileira, como Pedro Mariano, Paula Lima, Rappin’ Hood, Alcione, e seus filhos Wils on Simoninha e Max de Castro. O show ainda contou com uma homenagem póstuma a Jamelão, recebida por Jamelão Neto. Leci Brandão cantou o hino da Mangueira, escola de samba do coração de Jamelão. Todas as músicas foram acompanhadas pela Orquestra Filarmônica Afro-Brasileira, regida pelo maestro Josoé Polia.
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